segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tarturuga com 350 quilos em decomposição deu à costa numa praia de Peniche

Uma tartaruga com cerca de 350 quilos de peso deu ontem (21/11/2010) à costa numa praia da zona de Peniche, já em estado de decomposição, revelou fonte da Polícia Marítima.
O cadáver do animal foi encontrado cerca das 12h00 numa zona a cerca de 300 metros a sul da Praia do Baleal. O seu estado de decomposição não permitiu aventar as causas da morte, adiantou a mesma fonte.

A tartaruga foi removida por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) com o apoio de agentes da Protecção Civil.

Sofia Vieira

sábado, 20 de novembro de 2010

Descoberto buraco negro com apenas 30 anos

Supernova foi descoberta por um amadorÉ o buraco negro mais jovem conhecido até à data, e está (apenas) a 50 milhões de anos-luz da Terra. A equipa do Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, revelou ontem a descoberta do objecto entre os vestígios da supernova 1979C. O objecto celeste está na mira dos investigadores desde 1995, e dá uma oportunidade única a astrónomos e astrofísicos para perceberem como se formam estes misteriosos e massivos sugadores de matéria. 

Os investigadores acreditam que esta supernova, observada pela primeira vez por um astrónomo amador em 1979, resulta da morte de uma estrela 20 vezes mais massiva do que o Sol. Foram atraídos por uma irradiação anormal de raios-X, que podiam significar ou um buraco negro ou a presença de uma estrela de neutrões. 

Têm sido semanas produtivas para as equipas associadas ao Observatório Chandra, que este ano comemora o 11.o aniversário. No final de Outubro, a NASA divulgou detalhes sobre o quasar 3C 186, o objecto mais distante alguma vez observado, a 8 mil milhões de anos-luz da Terra (a distância entre Terra e Sol é de 0,000015 anos-luz). O telescópio de raios-X do Chandra é o mais potente alguma vez posto em órbita, capaz de detectar objectos 20 vezes menos intensos do que conseguia a tecnologia anterior. Cada órbita do observatório em torno da Terra representa algo como um terço da viagem Terra-Lua. A capacidade de resolução é impressionante: algo como conseguir ler letras de um centímetro a 800 metros de distância. Marta F. Reis

Publicado em 16 de Novembro de 2010 

Ricardo Marques

Descoberto buraco negro com apenas 30 anos

Supernova foi descoberta por um amadorÉ o buraco negro mais jovem conhecido até à data, e está (apenas) a 50 milhões de anos-luz da Terra. A equipa do Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, revelou ontem a descoberta do objecto entre os vestígios da supernova 1979C. O objecto celeste está na mira dos investigadores desde 1995, e dá uma oportunidade única a astrónomos e astrofísicos para perceberem como se formam estes misteriosos e massivos sugadores de matéria. 

Os investigadores acreditam que esta supernova, observada pela primeira vez por um astrónomo amador em 1979, resulta da morte de uma estrela 20 vezes mais massiva do que o Sol. Foram atraídos por uma irradiação anormal de raios-X, que podiam significar ou um buraco negro ou a presença de uma estrela de neutrões. 

Têm sido semanas produtivas para as equipas associadas ao Observatório Chandra, que este ano comemora o 11.o aniversário. No final de Outubro, a NASA divulgou detalhes sobre o quasar 3C 186, o objecto mais distante alguma vez observado, a 8 mil milhões de anos-luz da Terra (a distância entre Terra e Sol é de 0,000015 anos-luz). O telescópio de raios-X do Chandra é o mais potente alguma vez posto em órbita, capaz de detectar objectos 20 vezes menos intensos do que conseguia a tecnologia anterior. Cada órbita do observatório em torno da Terra representa algo como um terço da viagem Terra-Lua. A capacidade de resolução é impressionante: algo como conseguir ler letras de um centímetro a 800 metros de distância. Marta F. Reis

Publicado em 16 de Novembro de 2010 

Ricardo Marques

Astrônomos descobrem primeiro planeta originário de fora da Via Láctea

Nos últimos 15 anos, quase 500 planetas extrassolares — ou seja, planetas que orbital outras estrelas, não o "nosso" Sol — foram encontrados, de modo que a localização de mais um não deveria atrair atenção especial. HIP13044b, porém, é diferente: trata-se, segundo os astrônomos, do primeiro planeta descoberto originário de outra galáxia. 
— É uma descoberta muito excitante — comemorou Rainer Klement, cientista do Instituto de Astronomia Max Planck, com sede em Heidelberg, na Alemanha, e autor do artigo sobre o planeta, publicado quinta-feira na revista Science Express. 

O planeta recém-encontrado tem uma massa pelo menos 1,25 vez superior à de Júpiter e circunda uma estrela batizada de HIP13044, um gigante perto do fim de sua vida — já consumiu a maior parte do seu estoque de hidrogêneo e expandiu em muito seu diâmetro, um destino semelhante ao que o Sol enfrentará daqui a cerca de 5 bilhões de anos. 
 

A estrela, situada a aproximadamente 2 mil anos-luz da Terra, faz parte da chamada Corrente Helmi, um grupo de sóis que, conforme os astrônomos, pertenceu outrora a uma galáxia anã, “devorada” pela Via Láctea entre seis e nove bilhões de anos atrás. 
HIP13044b orbita sua estrela a uma distância relativamente pequena — seu ano, ou seja, uma volta completa, dura apenas 16 dias, contra os pouco mais de 365 da Terra. O planeta foi encontrado graças a pequenas alterações que sua gravidade provoca no movimento do seu sol, detectadas graças a um espectógrafo conectado a um telescópio no observatório La Silla, no norte do Chile. 

Carlota Palhais

Nasa adia lançamento do foguetão espacial

O lançamento do foguetão espacial Discovery para a ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional) foi adiado de 30 de Novembro para 3 de Dezembro, segundo a Nasa, agência espacial norte-americana.

O adiamento tem como objetivo dar mais tempo para reparações e determinar porque é que o tanque de combustível rachou, disseram autoridades. 

Foto: Divulgação


Carlota Palhais

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Missão japonesa trouxe poeira de asteróide


A agência espacial japonesa (Jaxa) confirmou ontem que conseguiu recolher mais de 1500 partículas de um asteróide "nas redes" da sua sonda Hayabusa, reclamando assim uma estreia mundial. Segundo a Jaxa, esta é a primeira vez que são trazidos para a Terra materiais recolhidos directamente de um corpo celeste, para além da Lua.
"Depois da análise das poeiras, verificámos que quase todas eram extraterrestres e chegámos à conclusão de que se tratava de partículas do asteróide Itokawa", adiantou a Jaxa .
O asteróide escolhido pelos japoneses para recolha das amostras tem entre dezenas e centenas de milhões de anos que está próximo da órbita de Marte.
A sonda Hayabusa regressou à Terra em Junho, depois da sua viagem, e ontem a Jaxa confirmou o sucesso da missão.
"Estou muito comovido, isto ultrapassa os nossos sonhos, tivemos muita sorte", disse o líder do projecto, Junichiro Kawaguchi.
As 1500 partículas recolhidas pela sonda japonesa têm todas uma dimensão inferior a 10 mícrones (um mícron é a milésima parte do milímetro), o que vai exigir a utilização de tecnologias especiais para fazer a sua análise, segundo a Jaxa.
"Esperamos que ao estudar as poeiras do Itokawa vamos conseguir dar um novo contributo para a compreensão da origem do sistema solar", sublinhou a agência.
A cápsula contendo o material do asteróide foi recuperada em Junho, no deserto australiano, depois de ter sido largada pela sonda Hayabusa no seu regresso à Terra. A sonda desintegrou-se posteriormente, ao reentrar na atmosfera terrestre.
A recolha das partículas foi feita em Setembro de 2005, quando a sonda teve o seu rendez-vous com o Itokawa. O regresso ficou marcado por problemas nas telecomunicações da sonda e só ontem a Jaxa teve mesmo a certeza do sucesso da sua missão.


DN

Catarina Fitas

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tráfico: Mais de mil tigres mortos em dez anos


Mais de mil tigres foram mortos na última década, por causa do comércio ilegal de partes destes animais, concluiu um relatório do Traffic International.
 


De acordo com a edição online da BBC, o Traffic International, um grupo de trabalho que se dedica ao tráfico de animais selvagens, concluiu que as peles, os ossos e as garras estão entre as partes de tigres apreendidas com mais frequência pelas autoridades.
O tráfico de partes do corpo dos tigres continua muito elevado, apesar dos esforços para proteger as crias, alertou ainda a organização. No último século, o número de tigres caiu de cerca de 100 mil exemplares para uma estimativa de apenas 3500.
O estudo, que se baseia em dados de 11 dos 13 países onde há populações de panthera tigris, estima que entre 1069 e 1220 tigres tenham sido mortos para abastecer a procura ilícita de partes de tigres.
Desde Outubro de 1987, quando os tigres foram listados como sendo uma espécie em risco de extinção, que o tráfego comercial destes animais ou das suas partes está banido.
Os números foram retirados de análises a 481 apreensões, 275 delas feitas na Índia, correspondendo a entre 469 a 533 tigres sacrificados, adiantam os autores do estudo.
A China, com 40, detém o segundo maior número de apreensões, correspondentes a 124 animais e o Nepal surge em terceiro lugar na lista, com 39 apreensões, relativas a entre 113 a 130 tigres. 
"Tendo em conta que metade dos tigres do mundo vive na Índia, não é uma surpresa que o país tenha registado o maior número de apreensões", explicou Pauline Verheij, co-autora do estudo, membro do Traffic International e coordenadora do programa de tráfico de tigres do WWF (World Wild Fund). 

DN - Lusa
Catarina Fitas

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Feijão com mais proteínas chega ao mercado em 2011

 
 
O Instituto Agronómico (IAC), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (Brasil), desenvolveu uma nova cultura que produz um feijão 23% mais rico em proteínas e que apresenta um tempo de cozedura de apenas 20 minutos, menos do que feijões comuns.
Denominado IAC Formoso, o novo feijão levou sete anos a ser desenvolvido pela equipa do investigador Alisson Fernando Chiorato, do Centro de Grãos e Fibras do IAC.
Segundo o IAC, a nova cultura também oferece vantagens ao produtor. Da germinação à colheita desenvolve-se em apenas 75 dias, 20 a menos em relação às culturas mais comuns na lavoura como, por exemplo, o IAC Alvorada.
De acordo com o instituto, que também desenvolveu o feijão carioquinha, as sementes do IAC Formoso deverão estar disponíveis para comercialização a partir de Fevereiro de 2011.
«É um feijão com excelente qualidade e caldo grosso devido à libertação de sólidos solúveis totais durante o cozimento dos grãos», disse Chiorato.
O cultivar foi desenvolvido pelo Programa de Melhoramento de Genética do Feijão, que desde a década de 1930 já lançou 40 tipos de grãos diferentes, dos quais seis estão em uso.


Diário Digital
10.11.2010


http://forum.netxplica.com/viewtopic.php?t=14936
Google Imagens

Catarina Fitas

sábado, 6 de novembro de 2010

NASA avista o 'cometa amendoim'

 
Pela primeira vez uma sonda da NASA, agência espacial norte-americana, detectou imagens do cometa Hartley 2, que já recebeu a alcunha de "cometa amendoim" por se assemelhar a este fruto. A sonda Deep Impact participava na missão EPOXI e passou ontem a 700 quilómetros do corpo, uma distância que permite observar atentamente as suas características: um objecto com cerca de 1,5 quilómetros de comprimento, com bastante relevo e jactos de gases a serem expelidos da superfície.
A maior aproximação ao Hartley 2 ocorreu pouco antes das 14.00 (hora portuguesa). A sonda viajava a uma velocidade relativa de 12,5 quilómetros por segundo. A passagem da sonda pelo Hartley 2 ocorreu a 23 mil quilómetros da Terra e foi apenas a quinta vez que uma nave conseguiu aproximar-se de um cometa. A NASA já avisou que vai demorar muitas horas a recolher toda a informação enviada pelas câmaras de luz visível e um sensor de infravermelhos da Deep Impact. Mas as primeiras imagens que chegaram à Terra dão uma visão fascinante do corpo gelado do cometa.
"Os cientistas pensam muitas vezes nos corpos celestes como sendo arredondados, e é óbvio que este não o é - é em forma de amendoim", comentou Don Yoemans, responsável pelo programa de objectos próximos da Terra da NASA. "A mãe natureza, mais uma vez, puxou o tapete das nossas ideias 'pouco científicas'", acrescentou.
A informação recolhida pela sonda de-ve dar aos cientistas uma maior compreensão das diversas propriedades e comportamentos daqueles corpos, dos mais complexos objectos do sistema solar. "Cada vez que analisamos algum cometa, descobrimos que estão cheios de surpresas", disse o chefe da investigação Mike A'Hearn, da Universidade de Maryland dos Estados Unidos. "Nenhum deles é igual, o que significa que deve haver diferenças fundamentais na forma como funcionam; e isso é o que estamos a tentar descobrir com a missão EXPOXI".



Sofia Vieira

Nova espécie de primata descoberta na Birmânia


Uma equipa internacional de primatólogos descobriu uma nova espécie de macaco, na Birmânia e apenas se registam entre 260 e 330 exemplares. A espécie, baptizada de Rhinopitecus Strykeri, tem o pêlo negro, orelhas arrebitadas e ligeiramente brancas, assim como a barba. A equipa de biólogos, avança que o primata tem ainda uma cauda equivalente, em comprimento, ao seu corpo.

Por ter o nariz virado para cima, quando chove tem tendência para espirrar e para evitar a entrada da chuva, senta-se com a cabeça nos joelhos em dias chuvosos. Este animal encontra-se especialmente em Kachin State, Norte de Myanmar.

2010.10.27
Adriana Vieira

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vítimas do vulcão Merapi continuam a aumentar

O número de mortos na sequência da erupção do vulcão Merapi, na Indonésia, subiu para 122, numa altura em que as erupções estão cada vez mais violentas.
O último balanço oficial dava conta de 78 vítimas mortais. Mas dezenas de corpos foram encontrados depois de uma nova libertação de fumos tóxicos, por volta das 00:00 horas de hoje, sexta-feira (5/11/10).
 Casas e árvores foram destruídas e vários habitantes ficaram queimados quando tentavam escapar às cinzas vulcânicas.
Esta erupção foi a mais forte desde que o vulcão entrou em fase eruptiva, a 26 de Outubro, indicou Surano, o vulcanologista encarregado de vigiar o Merapi.
Mais de 100 mil habitantes já foram retirados das aldeias próximas do vulcão.
O vulcão Merapi, situado a 26 quilómetros a norte da cidade de Yogyakarta, na ilha de Java, é um dos 129 vulcões indonésios com maior actividade, entrando em erupção, em média, de quatro em quatro anos.


Sofia Vieira

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Areia da Namíbia tem um milhão de anos

Estudo dos desertos pode facultar novos dados sobre o clima

2010-11-02
Investigadores pretendem alargar os estudos ao deserto Sahara
Investigadores pretendem alargar os estudos ao deserto Sahara
Apesar de as areias do deserto estarem em constantes movimentações devido à força do vento, investigadores descobriram que a areia da Namíbia, em África, encontra-se no mesmo sítio há, pelo menos, um milhão de anos. Segundo os cientistas, a análise das areias dos desertos é importante na medida em que pode dar pistas sobre as mudanças climáticas ao longo do tempo.

O vasto areal da Namíbia, que cobre 34 mil quilómetros quadrados da costa do sudoeste africano, é um dos desertos maiores e mais antigos do mundo. No entanto, há pouca informação sobre a origem das suas areias, se são originais de lugares remotos ou de sedimentos locais. Esta falta de dados alarga-se a outros grandes desertos, sobretudo porque as dunas de areia assemelham-se muito entre si.
“Enquanto grande parte da investigação sobre o clima foca-se nas regiões polares, os desertos, sobretudo os de areia, continuam pouco estudados e incompreendidos, apesar de milhões de pessoas viverem em áreas  áridas ou semi-áridas, ameaçadas pela desertificação”, salientou Pieter Vermeesch, da Universidade de Londres.

Para controlar o movimento dos grãos de areia, Vermeesch e a sua equipa mediram os níveis de urânio e chumbo da areia, para confirmar que a sua origem é o Rio Laranja, no sul do deserto da Namíbia.   Os investigadores analisaram também isótopos radioactivos produzidos por raios cósmicos – partículas provindas do espaço – que lhes permitiram estimar a “idade” da areia presente naquela região. “Todas as amostras foram recolhidas no topo das dunas, o que foi um trabalho árduo”, sublinhou Vermeesch.

“Os geólogos sabem há muito que a areia da costa da Namíbia é muito antiga”, mas “não havia a ideia de que os grãos de areia individuais lá estivessem há tanto tempo”, dez vezes mais do que o esperado pelos cientistas, acrescentou.

Os investigadores querem agora aplicar as técnicas de análise que usaram, para investigar o deserto Sahara.“Devido à instabilidade política da região, pouco se sabe sobre o Sahara e os seus sedimentos. Um maior conhecimento desta área poderia melhorar a compreensão da evolução humana e levar a outras descobertas importantes”, concluiu o investigador.

Ricardo Marques

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EUA Apostam na Energia Solar

Os Estados Unidos aprovaram no dia 25 de Outubro, segunda-feira, o maior projecto de energia solar do planeta, formado por quatro unidades no sul da Califórnia, que exigirão um investimento total de 4 biliões de dólares. "A central de energia solar ,The Blythe, terá quatro unidades de 250 megawatts e será construída no deserto de Mojave", revelou o secretário do Interior, Ken Salazar.
"Quando o projecto for concluído, deverá gerar até 1.000 megawatts, energia suficiente para abastecer 750 mil residências americanas, o que fará de Blythe a maior central de energia solar do mundo".

A capacidade total será igual a de uma turbina de central nuclear ou de uma central moderna a carvão, destacou a Solar Millennium, empresa que desenvolve o projecto.
A companhia prevê iniciar a construção de Blythe ainda este ano, criando mais de mil empregos.
Blythe é parte de uma série de projectos de energia renovável aprovada pelo departamento do Interior nas últimas semanas.

http://turma1422.wordpress.com/2008/09/08/evolucao-da-energia-solar-fotovoltaica/

http://pelanatureza.pt/energia/noticias/eua-aprovam-o-maior-projecto-de-energia-solar-do-mundo-31963196
Ana Lisa Cordeiro.

Impacto do Homem no Mundo


http://www.youtube.com/watch?v=Z9N1FX0Bmn4

Ana Lisa Cordeiro.

sábado, 30 de outubro de 2010

25% dos recifes de coral sob ameaça de extinção

Os recifes de coral, considerados as “florestas tropicais” dos oceanos, estão a enfrentar ameaças sem precedentes devido às mudanças climáticas, incluindo os danos causados pelos ciclones tropicais, cada vez mais graves, e a acidificação dos oceanos.

Estes factores são responsáveis pela perda de 20 por cento da área original de recifes, sendo que 25 por cento dos sistemas ainda existentes estão sob ameaça durante os próximos 100 anos.

Estes dados da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) foram divulgados no relatório “Clima, Carbono e Recifes de Coral”, que alerta ainda para a necessidade da coordenação de acções internacionais para garantir a sobrevivência dos corais a longo prazo, o que implica “empenho e investimento financeiro”.
Os recifes de coral tropicais, que cobrem 0,2 por cento dos oceanos e contêm 25 por cento das espécies marinhas, têm enfrentado nas últimas duas décadas uma ameaça global crescente: o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

"As emissões elevadas de CO2 levam ao aprisionamento de calor na atmosfera, o que causa o aquecimento do oceano e o consequente branqueamento de corais, provocando a sua mortalidade em massa”, explica o relatório, acrescentando que “os altos níveis de CO2 provocam a acidificação dos oceanos, o que reduz a capacidade dos recifes de coral para crescerem e manterem sua estrutura e função”.

O relatório adverte também para a necessidade de se realizarem novas investigações sobre os impactos das mudanças climáticas nos recifes de coral, a fim de dotar os organismos responsáveis pela protecção destes sistemas de novos métodos para precaver a sua extinção.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ciência com humor vence prémio Nobel

Dupla de cientistas russos descobriram carbono que pode revolucionar a informática, mas também fizeram rãs voarem.
Uma dupla de cientistas pouco convencional foi premiada ontem (5 de Outubro) com o Prémio Nobel da Física. Os físicos de origem soviética André Geim e Konstantin Novoselov levaram a honraria por terem descoberto, em 2004, o potencial substituto do silicone na electrónica. Ao longo da carreira, ficaram famosos por terem tirado da Ciência o rótulo de ‘chatice’. Afinal, as suas pesquisas incluem rãs que levitam e fita adesiva inspirada nos lagartos.
O Comité Nobel recompensou a sua descoberta de 2004: o grafeno, um tipo de carbono extremamente fino e duro, que pode revolucionar a informática. Mas o Comité também destacou o humor dos pesquisadores. “O humor é uma de suas marcas, aprende-se sempre algo no processo e, quem sabe, pode até ganhar o maior dos prémios”, afirma o Comité no comunicado de atribuição do Nobel.
Num de seus mais famosos estudos, Geim fez rãs levitarem-se utilizando um poderoso íman, o que lhe valeu no ano 2000 dividir um prémio "Ig Nobel", a paródia americana dos prémios Nobel.
Noutra pesquisa que deu o 
 que falar, eles desenvolveram um tipo de fita adesiva sintética, mas sem cola, inspirada nos milhões de pelos das patas dos lagartos.
O próprio grafeno foi isolado com o auxílio de dois objectos simples: um pedaço de fita adesiva e uma lâmina de grafite de lápis.

 













(http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2010/10/ciencia_com_humor_vence_premio_nobel_114990.html)
(http://images.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2010/geim_postcard.jpg)
(http://images.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2010/novoselov_postcard.jpg)
Daniel Cordeiro

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Biodiversidade teria diminuído em 20 % no mundo sem medidas de conservação


Um quinto das espécies estão em risco de extinção em todo o mundo. No entanto, a situação seria pior se não fossem para os actuais esforços de conservação global, de acordo com um estudo lançado na 10 ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Nagoya, no Japão.
O estudo envolveu 174 autores, de 115 instituições e 38 países, mas só foi possível graças ao contributo voluntário de 3000 cientistas, sob os auspícios da União Internacional para a Conservação da Natureza e de entidades como a BirdLife International, Botanic Gardens Conservation International, entre outros.
Embora confirme relatos anteriores de prejuízos contínuos vertificados na biodiversidade, este é o primeiro estudo a apresentar provas inequívocas do impacto positivo dos esforços de conservação em todo o mundo. Os resultados mostram que o estado da biodiversidade teria diminuído em pelo menos mais 20 por cento se as acções de conservação não tivessem sido tomadas.
O estudo, que será publicado na revista Science, usou dados das 25 mil espécies da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, para analisar o estado de vertebrados do mundo (mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes) e como este estatuto mudou ao longo do tempo. Os resultados mostram que, em média, 50 espécies de mamíferos, aves e anfíbios estão mais perto da extinção a cada ano, devido aos impactos da expansão agrícola, indústria madeireira, sobre exploração, e espécies exóticas invasoras. 

http://www.destakes.com/redir/ddaef6e038c8977efbb8084c6fa9a55a
http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4sNhQxp15GHjcyAJORxKSwB8HDgwX8Ud5Ii105ypKirITQ2l_l7eu8bpS_uBtaRF5paNxpKZFFAmQyse1ZkwxS5lMh-3RoeHUtHtbojbvQeOV27y-zhed06EqgLEgvQtlvnB1liOizA0/s1600/PANDINO.jpg&imgrefurl=http://carolineserradeagua.blogspot.com/&usg=__KxqMjYf7iSh5_JC7QWPves65yHc=&h=500&w=400&sz=27&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=Ql4a-znznWT9MM:&tbnh=119&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3Despecies%2Bem%2Bvias%2Bde%2Bextin%25C3%25A7ao%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1024%26bih%3D542%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=128&vpy=91&dur=271&hovh=220&hovw=176&tx=114&ty=149&ei=upHITMqyA5e8jAei4KFh&oei=qpHITMm6PI6UjAf5iJ3oDw&esq=4&page=1&ndsp=18&ved=1t:429,r:0,s:0
Catarina Fitas

NASA descobriu uma quantidade massiva de água no pólo sul da Lua

Cientistas da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) descobriram 155 quilos de água, no estado sólido e gasoso, no pólo sul da Lua, mais concretamente na cratera Cabeus, na sequência do impacto da LCROSS (Satélite de Detecção e Observação de Crateras Lunares), em Outubro do ano passado.
Anthony Colaprete, principal investigador do programa LCROSS disse à revista Science: “É uma quantidade de água relevante e está na forma de pequenos cubos de gelo. São boas notícias porque é muito mais fácil trabalhar com cubos. Não teremos de aquecê-los muito. À temperatura ambiente de uma sala acabam por derreter, sendo possível decantar eventuais impurezas.”.
Colaprete afirma ainda que “se num raio de dez quilómetros calculado a partir do local de impacto existir 5% de água, teremos à nossa disposição cerca de 3,7 milhões de metros cúbicos. Não estou a dizer que é o que lá está, mas dá uma boa ideia da quantidade de água que lá poderá estar”.
Há que salientar que a zona onde se encontra a cratera de Cabeus, é uma das zonas mais frias do nosso Sistema Solar, podendo atingir temperaturas entre os -248ºC e os -73ºC.


Rita Brito

Cientistas propõem viagem sem volta a Marte


Quando Barack Obama tomou posse, ele afirmou que era preciso rever os projectos de voos tripulados da NASA.
Embora tenha dito que poderia ser possível enviar o homem a Marte até 2030, o efeito mais imediato da nova política espacial da NASA foi o possível cancelamento do projecto de retorno à Lua.
Imagem trabalhada computacionalmente
Mas talvez haja uma alternativa, uma missão que seja mais simples e mais barata e que viabilize a chegada do homem a Marte.
Para isso, basta que seja uma viagem sem volta, ou seja, uma viagem para astronautas que aceitem o desafio de ir para Marte sem qualquer plano de voltar à Terra.
Os físicos Dirk Schulze-Makuch e Paul Davies - que apresentaram a ideia de levar o Homem a Marte só de ida - consideram que, embora tecnicamente factível, uma missão tripulada de ida e volta a Marte é improvável num horizonte de tempo razoável - principalmente, segundo eles, porque seria um projecto incrivelmente caro, tanto em termos financeiros quanto em sustentação política.
Como a maior parte do gasto está ligado à necessidade de trazer os astronautas de volta em segurança, uma missão só de ida poderia não apenas reduzir os custos a uma fracção do projecto inicial, como também marcar o início da colonização humana de longo prazo do planeta.
Rocha curiosa encontrada em Marte.
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cientistas-propoem-viagem-sem-volta-marte&id=010830101025)
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010830101025-missao-marte-2.jpg)
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010830101025-cranio-marte.jpg)
Daniel Cordeiro

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lua: bilhões de litros de água esperam por alguém. Mas quem?

 
Em Outubro de 2009, a sonda norte-americana Lcross chocou contra a Lua, ejectando ao espaço grande quantidade de material aprisionado há milhões de anos no fundo de uma cratera escura. Os fragmentos em suspensão foram estudados por outra sonda que vinha logo atrás, com o objectivo de encontrar moléculas de água no material ejectado. 
Passado pouco mais de um ano, os dados revelaram que o material que foi escavado do fundo da cratera continha aproximadamente 150 litros de água. Apesar de parecer pouco, a quantidade encontrada é duas vezes maior daquela que os cientistas haviam estimado e representa apenas a água encontrada na poeira levantada do fundo da cratera.
De acordo com Anthony Colaprete, cientista chefe da Missão Lcross, junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, 150 litros pode realmente parecer pouco, mas considerando-se o potencial da cratera atingida os cientistas calculam que em seu interior deve haver pelo menos quatro bilhões de litros de água, mais que suficiente para encher 1500 piscinas olímpicas.
As descobertas foram publicadas na última edição da revista Science e mostram que além de água (em forma de vapor e gelo), a nuvem ejetada continha monóxido de carbono, dióxido de carbono, amónio, sódio, mercúrio e prata.

(http://www.viafanzine.jor.br/06imagem/lunar2.gif&imgrefurl=http://www.viafanzine.jor.br/apollo.htm&usg=__D0IwXfdeJHPiHO__eGDpze0LrwI=&h=299&w=299&sz=85&hl=pt-pt&start=2&zoom=1&tbnid=NhZslh1qNnRwnM:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dimagens%2Blunares%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1024%26bih%3D542%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1
http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20101025-113631.inc)

Catarina Fitas